Video:
http://www.youtube.com/watch?v=qSUuYdDriKM
Os artistas Daniela Kutschat e Rejane Cantoni tem como principal
projeto, o OP_ERA, que tem sido desenvolvido desde 1999. Este projeto
abrange uma série ambientes de interação e imersão onde o corpo e a
máquina se envolvem em experiências simbióticas explorando dimensões do
espaço e sensações cognitivas.
Neste projeto foi criado um espaço concebido em tempo real que inclui
corpo-som-imagem. Esta obra necessitou de desenvolvimento de um
software para modelagem de dimensões sonoras e visuais. Entre os
aparelhos utilizados, o interator usa óculos estereoscópicos e
dispositivos de rastreamento para detetar a sua posição unindo a
perceção sonora, espacial e visual com a sua movimentação.
Este ambiente virtual tem um espaço cúbico de projeção, formado por
quatro telas de projeção que são controladas por um computador e uma
interface para a deteção de posição e orientação. Este computador é
projetado para controlar vários interatores, e uma interface 3D foi
criada especialmente para esta aplicação.
Em 2004, são desenvolvidos três novas versões do projeto OP_ERA:
OP_ERA: Hyperviews, OP_ERA: Haptic Interface e OP_ERA: Haptic Wall sendo
artefactos que expressam o conceito de espaço em informação
visual-tátil-sonora.
Laymert, acredita que há uma crise em relação às categorias do
humanismo, atribuindo esta mudança ao conceito de pós-humano. Assim
apresenta três perspetivas: uma é a via da singularidade, sendo esta a
mais radical porque entende o pós-humano como uma superação do humano
que literalmente o deixa para trás; a segunda que é o da transformação
biotecnológica ou biogenética. Onde, não há uma superação do humano, mas
sim a sua transformação; por fim a que Laymert acha mais interessante
que considera que essas duas linhas constroem, ao lado da aceleração
tecnocientífica e econômica, uma espécie de grande narrativa da
obsolescência do humano e do futuro pós-humano.
Lucia Santaella menciona em relação a “O corpo plugado” […]São os
usuários que se movem no ciberespaço enquanto seus corpos ficam plugados
no computador para a entrada e saída de fluxos de informação. Quando os
corpos estão plugados, apresentam sempre algum nível de imersão.
[…]Entretanto, quanto mais o sistema técnico for capaz de cativar os
sentidos do usuário e bloquear os estímulos que vem do mundo exterior,
mais o sistema é considerado imersivo.(Santella p. 202)
A ligação a RV com a arte é indicada pelo seu potencial para a
expressão sensória. Surgindo um novo espaço para os artistas descobrirem
padrões sensórios, projeções sensórias tecnicamente ampliadas;
projeções de suas interações com os utilizadores.
Obras Citadas
Kutschat, D., & Cantoni, R. (s.d.).
Enciclopédia Itaú Digital - Arte e tecnologia. Obtido em 15 de 01 de 2014, de
http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/tiki-index.php?page=Daniela+Kutschat+e+Rejane+Cantoni
Santaella, L. (2003).
Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo, Paulus, .
SANTOS, L. G. (7 de 2005).
Demasiadamente pós-humano. NOVOS ESTUDOS.